O ritmo da descoberta científica está acelerando, e o cenário da pesquisa está evoluindo. Descubra como pesquisadores estão transformando desafios em oportunidades.

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4 de novembro de 2025 | 7 min lidos
Por Judy Verses

Nosso novo relatório mostra que os pesquisadores estão navegando por mudanças rápidas, dos avanços em IA à colaboração global, mas também lidam com pressões crescentes e expectativas em evolução. Ainda assim, em meio a esse cenário de transformação, eles seguem unidos por um propósito: ampliar o conhecimento e melhorar vidas.
Dos avanços em biotecnologia e sistemas quânticos à integração da IA em todas as etapas do ciclo de pesquisa, a ciência está avançando mais rápido do que nunca.
Mas, com as oportunidades, vêm os desafios. Pesquisadores enfrentam expectativas cada vez maiores: publicar, colaborar globalmente, demonstrar impacto social tangível e sustentar a integridade da pesquisa em uma era de mudanças rápidas.
Nosso mais recente estudo global, Researcher of the Future — um estudo da iniciativa Confiança em pesquisas, explora como pesquisadores estão se adaptando a esse ambiente em evolução e que apoio precisam para prosperar.
Realizada em parceria com mais de 3.200 pesquisadores ativos de 113 países, a pesquisa revela como a tecnologia, a colaboração e a busca por impacto no mundo real estão redefinindo o que significa ser pesquisador hoje.
A inteligência artificial surgiu como um dos catalisadores determinantes da pesquisa moderna
Mais da metade dos pesquisadores entrevistados (58%) já usa ferramentas de IA em seu trabalho — acima dos 37% registrados
Na China, a adoção chega a quase 70%
A maioria dos pesquisadores vê a IA de forma positiva:
58% afirmam que ela já os ajuda a economizar tempo
Quase 70% esperam que ela economize ainda mais tempo nos próximos anos
61% acreditam que a IA será a força criativa que impulsionará a geração de novos conhecimentos
Mas também há cautela. Quase metade (45%) sente que não recebeu treinamento suficiente para usar IA, e apenas um terço (32%) afirma que suas instituições têm uma governança de IA sólida. Muitos querem orientações e estruturas éticas mais claras para garantir que a IA fortaleça — e não comprometa — a integridade da pesquisa.
Como afirmou um respondente na Indonésia:
Atualmente, aprendemos e definimos nossos próprios limites e boas práticas de forma autodidata, em vez de seguir orientações oficiais.
Para instituições, financiadores e editoras, isso reforça um chamado à ação: oferecer treinamento, governança e inovação responsável que capacitem pesquisadores a usar IA de forma eficaz, ética e com confiança.
As pressões enfrentadas pelos pesquisadores são intensas — e estão aumentando.
Apenas 45% dizem ter tempo suficiente para pesquisa
33% esperam que o financiamento em sua área aumente nos próximos anos
68% relatam que a pressão para publicar cresceu em comparação com dois anos atrás
Apesar disso, o compromisso dos pesquisadores com qualidade e integridade permanece firme.
74% afirmam que a pesquisa revisada por pares é confiável.
85% concordam que correções e retratações garantem a integridade da pesquisa.
76% acreditam que as editoras desempenham um papel fundamental na manutenção da qualidade.
Pesquisadores também atribuem grande valor à transparência e a uma metodologia robusta: 78% classificam o desenho dos métodos de pesquisa como o fator mais importante para confiar no trabalho de outras pessoas — acima do prestígio da revista ou da reputação do autor.
Em uma era de sobrecarga de informações e conteúdo gerado por IA, esse compromisso com o rigor e a confiança é mais vital do que nunca.
A colaboração continua sendo um pilar do progresso científico.
Quase dois terços dos pesquisadores (63%) relatam mais colaboração em sua área do que antes — especialmente entre disciplinas (68%) e além das fronteiras nacionais (53%).
No entanto, a mobilidade global está mudando. Embora 30% relatem mais candidatos internacionais ingressando em suas equipes, menos pesquisadores, no total, consideram se mudar para o exterior a trabalho (29%, queda de cinco pontos em relação a 2022).
Os mais propensos a se mudar citam melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional (51%), mais financiamento (49%) e maior liberdade de pesquisa (49%) como suas principais motivações.
Os padrões regionais revelam nuances mais profundas.
Pesquisadores na Ásia-Pacífico colaboram mais e adotam IA mais rapidamente, mas são menos propensos a se mudar.
Os da América do Norte são os mais propensos a considerar uma mudança para o exterior.
No Oriente Médio e África, a colaboração e a pesquisa orientada por missão são especialmente fortes.
A tecnologia — de plataformas digitais à comunicação assistida por IA — está ajudando a sustentar a colaboração, mesmo quando a mobilidade se torna mais complexa.
Pesquisadores estão cada vez mais motivados a tornar seu trabalho significativo além do meio acadêmico.
Dois terços (67%) concordam que agora há maior ênfase em pesquisas orientadas por missão, voltadas a grandes desafios como mudanças climáticas e saúde pública. Metade (50%) acredita que a pesquisa deve sempre ter um benefício no mundo real, o que representa um aumento de sete pontos desde 2022.
E eles estão agindo:
66% dos pesquisadores relatam participar de atividades de divulgação, desde publicar artigos em revistas (64%) e dar palestras públicas (58%) até orientar estudantes e aconselhar formuladores de políticas. No Oriente Médio e na África, o engajamento público chega a 78%.
Ainda assim, muitos pesquisadores dizem precisar de mais apoio institucional para manter esses esforços, incluindo treinamento, incentivos e reconhecimento formal na progressão de carreira.
Em conjunto, esses resultados retratam uma comunidade de pesquisa resiliente, inovadora e profundamente orientada por missão, mas que precisa de sistemas de apoio renovados. Para ajudar o Researcher of the Future a prosperar, o relatório destaca várias prioridades:
Treinamento e governança em IA: capacitar pesquisadores com as habilidades e estruturas éticas necessárias para usar IA de forma responsável.
Financiamento e avaliação justos: equilibrar qualidade, integridade e impacto na avaliação da pesquisa.
Colaboração e mobilidade: fortalecer parcerias globais e, ao mesmo tempo, reduzir barreiras administrativas.
Engajamento público: reconhecer e recompensar atividades de divulgação e comunicação científica.
Integridade e transparência: manter a confiança por meio de revisão por pares robusta e práticas de pesquisa aberta.
À medida que a Elsevier continua evoluindo como parceira em análise da informação e tecnologia, seguimos orientados por nossa missão central: promover o progresso humano por meio do conhecimento. Ao trabalhar lado a lado com a comunidade global de pesquisa — ouvindo, aprendendo e cocriando soluções — buscamos construir confiança na pesquisa e capacitar a próxima geração de cientistas.
Nossos princípios de IA responsável nos comprometem com transparência, justiça, prestação de contas e supervisão humana — valores que refletem o próprio método científico.
Ao liberar as pessoas de tarefas rotineiras, a IA permite mais tempo para a criatividade — mas integridade, rigor e ética sempre continuarão sendo responsabilidades humanas.
Respondente do estudo da iniciativa Confiança em pesquisas
Convidamos você a explorar o relatório completo e participar da conversa sobre como moldar um futuro da pesquisa baseado na confiança, conectado e impulsionado por IA.

